Que saudade!

 

Cachoeira, 02 de abril de 2012

Que saudade! Pensei em mil jeitos de começar essa carta, mas a única palavra que vinha à cabeça era saudade. A saudade que estou e que sei que sentirei de você no próximo mês. Espero que essa carta te encontre com pensamentos menos intranquilos do que aqueles que habitavam sua cabeça no momento em que nos despedimos. Não te pedirei que não chores, mas quero que haja doçura e não dureza no seu choro, certo?

Acabei de chegar na cidade e preciso te dizer que ela é tão incrível quanto as pessoas naquele grupo do Facebook faziam parecer. As casinhas coloridas, o chão de pedras, o rio que caminha vagarosamente e confere umidade ao ar. Como é bom respirar aqui! Cheguei na rodoviária umas 13:30h e fui direto procurar aquele restaurante que havíamos visto juntos enquanto você enrolava meus cabelos nos seus dedos numa noite de planos qualquer. A comida era realmente muito boa e o ambiente fazia tudo ter mais cor e sabor. 

Depois eu andei um pouco pela cidade, deslumbrado com a antiguidade e beleza dos casarões com os quais me deparei. É tudo tão lindo e antigo. Você ia amar estar aqui. Tem várias igrejas enormes no centro da cidade, mas todas estavam fechadas. Assim que puder eu quero conhecer algumas delas por dentro e saber sobre suas histórias. Sentei, ainda com minha mochila, numa praça e fiquei pensando em você, em como seria bom você e eu naqueles bancos que conseguem a proeza de serem desconfortáveis e, ao mesmo tempo, aconchegantes.

(Pequeno parêntese: desculpa me repetir tanto no desejo de ter você aqui. Eu sei que conversamos sobre e eu sei da sua necessidade de concluir seus projetos por aí antes de poder me visitar com maior frequência por aqui. Mas, nesse momento, eu quero me permitir me entregar às lamúrias que somente a saudade nos permite experimentar. Tudo bem?)

Depois de andar um pouco, de olhar as pessoas, sentir os aromas e ver tantas cores, eu vim para o hotel. Pequeno, mas tão aconchegante. O meu quarto tem uma vista ótima da cidade e tem um espaço no hotel que tem também uma linda vista para o rio, a ponte e a barragem - da qual eu senti, confesso, um pouco de medo, o que você acharia uma grande tolice da minha parte, não é?

Comprei um bolo e peguei um copo de café que estão ao meu lado enquanto eu escrevo essa carta para você. No momento, vejo uma notificação sua no meu celular. Nós conversaremos muito ainda noite a fora, mas julguei ser necessário seguir o nosso planejamento relativo a cartas periódicas. No fim desse texto, me sinto com o coração um pouco menos apertado do que no início. As saudades só tendem a aumentar.

Vou tomar meu café e comer esse pedaço de bolo de milho que parece estar delicioso. Fique bem.

Te amo!

Aguardo resposta.

P.s.: Por favor, não esquece de mandar aquela jaqueta preta que eu deixei no armário. Aqui faz um friozinho à noite. Bjs!

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