Querida Júlia,


Querida Júlia,

É, eu sei. O tempo passou tão rápido da última vez que nos vimos. Eu nem consegui te contar o que eu tinha em mente.

Estávamos deitados no banco de trás do seu carro. Lembrei você da nossa última ida à praia. Você reclamava dos cabelos desbotados e das gordurinhas provenientes da ceia de natal. Eu não precisei fingir não reparar. Você estava linda, como sempre; e até suas imperfeições eram perfeitas.

O que aconteceu com os nossos sonhos? Os meus, eu não sei. Mas os seus você realizou todos. Marido bem sucedido, um filho lindo, casa e carro do ano. Se pudesse escolher, queria minha liberdade de volta, você disse. Seus posts no Instagram diziam o contrário.

Sabe Júlia, andei pensando em nós...Se é que um dia existiu um "nós". Ou simplesmente deixei a vida dar um nó por causa do seu olhar em mim. Escrevo para te contar uma grande novidade, mas acho que não tem mais clima. Queria ser seu amigo novamente, confidente e a sua primeira opção; mas fui promovido a terceira.

Eu só precisava te contar. E isso, desde a última vez que te vi. É que ela é linda...Seus cabelos ruivos contrastam com a sua forma poética de ver o mundo. Ela gosta de escrever prosa porque tem medo dos versos. Nunca quis ser mãe...mas se dobrou a vontade do universo. É a melhor amiga que uma pessoa pode ter...E eu a deixar ir, pois queria que ela fosse feliz.

Eu estou apaixonado pela minha melhor amiga.


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O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia - FUNCEB (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

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