Sobre sentir.



Retirolândia, junho de 2020

Hoje foi mais um dia que eu tentei me refugiar em algum lugar para não me debater tanto com tudo que vem acontecendo, alguns imaginam sobre o que eu falo, outros (poucos e íntimos) tem certeza dos porquês para tanto caos aqui dentro.

Eu espero ansiosamente o sol baixar-se para que eu possoa ir me encontrar com ele. Talvez isso tenha virado minha rotina de refúgio diário em meio ao caos, e toda vez que eu saio pela porta sinto que preciso deixar toda minha bagagem no sofá, afinal, quem não precisa de alguns minutos de paz, sem todos aqueles emaranhados de pensamentos que te perseguem desde às 6:10, já que dormir até tarde já não é tão possível. Talvez seja por conta do sol que entra pelo telhado do quarto, talvez seja por conta dos piores pensamentos que não te abandonam, tá aí uma coisa que tu nunca terá certeza.

Hoje, em uma das minhas visitas ao sol, percebi todo o silêncio que antes não fazia parte do cenário. Os grilos estão mais silenciosos, assim como eu e é incrível como todo dia é único e por mais que tu tente deixar as bagagens no sofá algumas delas estão presas a ti.

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