Para a liberdade.



Rodelas, junho de 2020

Ei, você, eu sinto sua falta. 

Em meus pensamentos há a sua presença, quase que diariamente. As lembranças de como éramos uma excelente dupla chegam e deixam seu coração em pedacinhos espalhados pela cama. De viagens ao exterior a cervejas compradas no supermercado em frente de casa e bebidas ainda meio quentes, a ansiedade sempre foi maior do que a paciência de deixar gelar tudo direitinho.

Eu sinto falta de falar pra todo mundo o quanto te amo e aproveitar cada segundinho ao seu lado, podendo demonstrar quem eu realmente sou e gosto de ser. 

Nós éramos um ótimo casal, você lembra, né?! Todos sabem, todos viram, ninguém vai se opor se você disser o mesmo. Não é errado admitir. Ruim mesmo é estarmos tão longe um do outro. 

Hoje deito nos braços da solidão, de um quase encarceramento emocional. Tem sido difícil pensar no futuro sem sua voz dando ideias, mas eu tento todas as noites até adormecer completamente desnorteada. Não é meu melhor momento e não sei como está por aí, já faz um tempinho que não nos falamos direito. Cortamos relações. Confesso que imaginei que seria por pouco tempo, me enganei e há muito estamos distantes.

Sonho constantemente com você, até mesmo com os planos que nós tínhamos. Parece fazer mais tempo do que realmente é.

Evito pensar nas mesas de bares que já sentamos, dos shows e até mesmo das crises... Aquelas de sono depois de tanto de aproveitar no meio da semana. O problema é que evitar de pensar já é pensar, então falho. Não nego.

Eu realmente sinto sua falta, constantemente. Sei lá, é físico. Alguns dias são piores que outros e não tenho pra onde fugir, porque você é exatamente quem nenhum de nós pode ter. 

Saudades de você, liberdade. Espero poder correr de mãos dadas com você de novo... em breve.

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