Oi, amiga.



Brasília, junho de 2020

Oi, amiga.

Tava aqui relendo as nossas conversas de final e início de ano. Planejamos tantas coisas e fomos freadas por essa maldita pandemia. Sinto raiva, sabe? E tristeza também. De não poder ir ver o o sol se pôr na Ermida, de ir à livraria à procura de livros novos, de passar um fim de semana em Pirenópolis ou desbravar, como havíamos planejado, algumas cachoeiras da Chapada. Tudo o que planejamos parece tão distante e utópico. Me questiono se um dia voltaremos a viver os nossos sonhos e planos. Tem dia que parece que vou pirar, sabe. Não sei se por desespero, tristeza ou simplesmente saudade. Saudade das nossas conversas, das nossas loucuras, de tá junto, sabe? Dói não saber quando nos reencontraremos e dói, mais ainda, não ter uma data para me apegar. Hoje te escrevo assim na esperança de encurtar um pouco a distância e aliviar um o peso que há no meu coração. Escrevo com fé de dias melhores, sabe. Escrevo apostando num amanhã melhor. Fica bem daí que eu tento daqui, tá?

De sua amiga, Pâmela.

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