Ei, vó.



Vitória, julho de 2020

ei, vó.

que saudade dos seus braços, que sempre sabem como acalentar o meu coração.

que saudade de beber seu café tão doce com bolo de bolo.

te escrevo com as vistas totalmente embaçadas, porque minha saudade transborda por meus olhos. 

acredite que minha ausência é porque prefiro alguns dias longe do que te perder pra sempre. ao menos eu posso ouvir sua voz todos os dias e às vezes te ver pela tela do celular.

em março, quando eu dizia te amar ao final da ligação você dizia 'Deus te abençoe'. mas já faz umas semanas que você responde com um 'eu também' tão sincero. 

você é a única pessoa que consegue identificar meu estado de espírito só pelo modo como eu peço bença no início da ligação, obrigada por ser sempre tão atenta. 

como eu aguardo o fim dessa distância, não posso te perder, vó. 

por favor, se cuida e lembra de beber água mais vezes.

com afeto,
sua ninha.

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