Para Célia.

 



Brasília, maio de 2020

Oi, Célia.

Estava navegando pelo explorar do instagram e vi um diálogo em que a Cristina dizia que a Meredith era a pessoa dela. Lembrei de você, sabe? Porque claramente eu poderia dizer a mesma frase sobre você. Em vários momentos da minha vida eu corri em sua direção e você não só me acolheu, como me ajudou a voltar respirar. Você já salvou tantas vezes a minha vida, sabe? Há 6 anos você me convenceu que não era hora de me despedir do mundo. As suas mensagens diárias, a sua paciência e todo o seu carinho me fizeram desistir do que eu havia arquitetado na minha mente. Não tenho palavras para descrever o quanto isso significa para mim.

Eu aprendi tantas coisas com você, Célia. A ser mais paciente, a ouvir a voz de Deus, a me colocar no lugar do outro. Aprendi o bastante de química para poder passar na prova da escola (obrigada por isso). E se hoje me tornei escritora é porque você não só revisou os meus primeiros textos, mas me incentivou a continuar. Devo tantas coisas a você, mas sei que não preciso pagar porque o amor não exige pagamento. 

Hoje é o seu aniversário. O décimo oitavo que tenho a honra de celebrar contigo. E eu só queria dizer que você é a minha pessoa. A irmã que Deus me permitiu escolher. Tudo que há em você transpira bondade e sabedoria. Sei que às vezes bate umas crises existenciais por aí, assim como bate por aqui também. Mas quero que saiba que você é importante e necessária não só na minha vida, mas na vida de muita gente. Acredite, sou fruto de uma semente que você plantou lá atrás, quando tinha apenas quinze anos. Você poderia ter sido apenas minha supervisora de estágio, só que a vida quis te trannsformar em minha melhor amiga. Obrigada por sempre me ouvir, por orar por mim e me amar. Daqui eu te amo também. Até o céu. Ida e volta.

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